segunda-feira, 28 de março de 2011

DIA DO CIRCO



MUITAS ATIVIDADES, MÚSICAS  E ALEGRIA NO DIA DO CIRCO!
COM VOCÊS NOSSO MAIS NOVO VÍDEO!





terça-feira, 22 de março de 2011

22 de março- DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Como reduzir o consumo da água na sua casa

Para ajudar você nessa missão, reunimos dicas práticas para adotar com as crianças no dia a dia




Usamos água para escovar os dentes, tomar banho, lavar o quintal, beber e brincar. Mas, em tempos de sustentabilidade, é preciso consumi-la de forma consciente. E como falar em economia de água quando se tem filhos? Educando as crianças para um consumo equilibrado desde cedo. Que tal aproveitar do Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de março para tocar nesse assunto em sua casa? 

Comece pelo banho: brincar debaixo do chuveiro, por exemplo, está proibido: são de 20 a 40 litros desperdiçados por minuto. Uma opção mais consciente é encher bacias com pouca água. Deixar as crianças brincando com o bidê, nem pensar. Prefira sempre circuitos fechados, e nunca água corrente.

Os adultos são responsáveis por dar bons exemplos. Paulo Costa, consultor especialista em uso racional da água, explica que os pais devem passar por um processo de reeducação ambiental dos costumes, que será estendido aos filhos. “A criança aprende o que é certo ao ver que os pais escovam os dentes com a torneira fechada, por exemplo”, diz.

Para ajudá-lo nessa mudança de postura, reunimos dicas importantes de como economizar água no dia a dia. Desde fechar a torneira quando não estiver usando até reaproveitar a água da chuva para irrigar as plantas.

- Use água potável apenas quando for realmente necessário

- Nunca se esqueça de fechar a torneira quando não estiver usando a água

- Conserte sempre os vazamentos

- Use a máquina de lavar com sua capacidade total. O mesmo vale para máquinas de lavar louça

- Vaso sanitário não é lixeira. Aqueles fabricados até 2003 gastam de 12 a 20 litros por acionamento. Já os que estão de acordo com a nova norma gastam até 6 litros. Verifique sempre o bom funcionamento da válvula e a acione apenas uma vez

- Ao lavar o carro, use baldes ao invés de mangueira

- Ao lavar a louça, não use a força da água

- Ao irrigar as plantas, prefira horários em que o sol não esteja muito forte. A alta incidência de luz faz com que a água evapore mais rápido

- Quando for lavar o quintal, use a vassoura, se precisar de água, prefira a que você pode recolher da chuva (veja a dica abaixo)
Reutilização

Além de reduzir o consumo, é possível reutilizar a água da chuva para a limpeza geral. Para isso, use uma cisterna (caixa d’água), que pode ficar no telhado mesmo ou ser enterrada no quintal. “Dessa forma ela estará mais protegida”, diz Paulo Costa.

Um sistema de filtração com carvão ativado trata a água para que seja usada na limpeza de pisos externos, lavagem de carro, irrigação das plantas. “É importante que as calhas estejam convergindo para a caixa d’água, para que a maior quantidade possível de água seja recolhida”, explica Costa. Para que a água chegue até a torneira, instale uma tubulação e uma bomba.

Existe ainda uma forma mais simples de armazenar água da chuva. Coloque baldes em locais onde a água escorre, como embaixo de calhas.
 FONTE Revista Crescer

segunda-feira, 21 de março de 2011

CAFÉ LITERÁRIO 1

1º CAFÉ LITERARIO

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21 de março- Dia internacional da Síndrome de Down



Em 2006, a associação Down Syndrome International instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi escolhida por ser grafada como 21/3, que faz alusão à trissomia do cromossomo 21.


O QUE É SÍNDROME DE DOWN

A Síndrome de Down é definida por uma alteração genética caracterizada pela presença de um terceiro cromossomo de número 21, o que também é chamado de trissomia do 21. Trata-se de uma deficiência caracterizada pelo funcionamento intelectual inferior à média, que se manifesta antes dos 18 anos. Além do déficit cognitivo e da dificuldade de comunicação, a pessoa com Síndrome de Down apresenta redução do tônus muscular, cientificamente chamada de hipotonia. Também são comuns problemas na coluna, na tireoide, nos olhos e no aparelho digestivo. Muitas vezes, a criança com essa deficiência nasce com anomalias cardíacas, solucionáveis com cirurgias.
A origem da Síndrome de Down é de difícil identificação e engloba fatores genéticos e ambientais. As causas são inúmeras e complexas, envolvendo fatores pré, peri e pós-natais.

FONTE:
REVISTA NOVA ESCOLA

quinta-feira, 17 de março de 2011

A IMPORTÂNCIA DA BRINCADEIRA PARA A CRIANÇA PEQUENA

Brincar é importante para os pequenos e disso você tem certeza. Mas por quê? Sem essa resposta, fica difícil desenvolver um bom trabalho com as turmas de creche e de pré-escola, não é mesmo? Se essa inquietação faz parte do seu dia a dia, sinta-se convidado a estudar o tema. Ele rende pano para manga desde muito, muito tempo atrás. “Os primeiros questionamentos sobre o brincar não estavam relacionados a jogos, brinquedos e brincadeiras, mas focavam a cultura”, diz Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

No fim do século 19, o psicólogo e filósofo francês Henri Wallon (1879-1962), o biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) e o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) buscavam compreender como os pequenos se relacionavam com o mundo e como produziam cultura. Até então, a concepção dominante era de que eles não faziam isso. “Investigando essa faceta do universo infantil, eles concluíram que boa parte da comunicação das crianças com o ambiente se dá por meio da brincadeira e que é dessa maneira que elas se expressam culturalmente”, explica Clélia.

Wallon foi o primeiro a quebrar os paradigmas da época ao dizer que a aprendizagem não depende apenas do ensino de conteúdos: para que ela ocorra, são necessários afeto e movimento também. Ele afirmava que é preciso ficar atento aos interesses dos pequenos e deixá-los se deslocar livremente para que façam descobertas. Levando em conta que as escolas davam muita importância à inteligência e ao desempenho, propôs que considerassem o ser humano de modo integral. Isso significa introduzir na rotina atividades diversificadas, como jogos. Preocupado com o caráter utilitarista do ensino, Wallon pontuou que a diversão deve ter fins em si mesma, possibilitando às crianças o despertar de capacidades, como a articulação com os colegas, sem preocupações didáticas.

Já Piaget, focado no que os pequenos pensam sobre tempo, espaço e movimento, estudou como diferem as características do brincar de acordo com as faixas etárias. Ele descobriu que, enquanto os menores fazem descobertas com experimentações e atividades repetitivas, os maiores lidam com o desafio de compreender o outro e traçar regras comuns para as brincadeiras.

As pesquisas de Vygotsky apontaram que a produção de cultura depende de processos interpessoais. Ou seja, não cabe apenas ao desenvolvimento de um indivíduo, mas às relações dentro de um grupo. Por isso, destacou a importância do professor como mediador e responsável por ampliar o repertório cultural das crianças. Consciente de que elas se comunicam pelo brincar, Vygotsky considerou uma intervenção positiva a apresentação de novas brincadeiras e de instrumentos para enriquecê-las. Ele afirmava que um importante papel da escola é desenvolver a autonomia da turma. E, para ele, esse processo depende de intervenções que coloquem elementos desafiadores nas atividades, possibilitando aos pequenos desenvolver essa habilidade.
 HENRI WALLON
Na escola, as brincadeiras devem ter um fim em si mesmas
Foto Roger / Viollet
 JEAN PIAGET
O brincar se dá de acordo com as faixas etárias
Foto Camera Press
 LEV VYGOTSKY
O educador deve ampliar o repertório cultural
Foto Reprodução
 JOHAN HUIZINGA
Os jogos definem a organização cultural das sociedades
Foto Friedrich / Interfoto / Imageplus
 GILLES BROUGÈRE
As brincadeiras precisam de um contexto social para ocorrer
Foto Marina Piedade
 ROSELY BRENELLI
Os jogos podem ajudar na aprendizagem da criançada
Foto Marina Piedade
 RENATA MEIRELLES
A escola deve aproveitar o repertório das crianças
Foto Marina Piedade
 Ilustração Rogério Fernandes sobre fotografia de Omar Paixão / Assistente Márcia Schiesari / Produção Mario Mantovanni / Assistente Gabriel Fernandes / Cabelo e Maquiagem Renato Rodriguez
Fonte:
Nova Escola
http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/brincar-importante-criancas-pequenas-612994.shtml?page=0

sexta-feira, 11 de março de 2011

CRECHE- LUGAR DE APRENDIZAGEM


 As crianças têm muito o que aprender na creche

Em nenhuma outra fase da vida as crianças se desenvolvem tão rapidamente quanto até os 3 anos de idade. Daí a importância de entender como cada atividade ou brincadeira ensina


Os pequenos recebem cuidado e atenção e têm espaço para explorar, brincar e se conhecer. Em sala, têm à disposição brinquedos e materiais que incentivam a expressão artística e estimulam a imaginação. No parque, se divertem pisando na areia. Mesmo sem saber ler, manuseiam livros. Muitas vezes, nem conseguem falar e já estão "cantando" cantigas de roda e seguindo a coreografia. Assim é o dia das crianças de até 3 anos nas boas creches do país.

Essas atividades compõem os conteúdos desse nível da Educação Básica. O termo é recente nessa etapa do ensino, mas tem se difundido graças às descobertas sobre a evolução cognitiva e emocional dos bebês. "Todas essas experiências que fazem parte da rotina devem ser organizadas em um currículo de forma a proporcionar o desenvolvimento de habilidades, como andar, e a aprendizagem de aspectos culturais, como o hábito da leitura", diz Beatriz Ferraz, consultora em Educação Infantil e coordenadora da Escola de Educadores, em São Paulo. O conhecimento, nessa fase, se dá basicamente por meio da ação, da interação com os colegas e os adultos, da brincadeira, da imaginação e do faz de conta. "Não se trata, portanto, de escolarizar as crianças tão cedo, mas de apoiá-las em seu desenvolvimento", ressalta Beatriz. 

Fonte; Revista Nova Escola
link: http://migre.me/41Pks



quarta-feira, 2 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

PARABÉNS RIO DE JANEIRO!!!


Nossa Creche também está comemorando os 446 anos da cidade maravilhosa.
Nós cantamos "Cidade Maravilhosa" e "Parabéns pra você". 
As crianças viram fotos da cidade e pintaram o Pão de Açúcar com muita alegria!


 
  Cidade maravilhosa

Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil
Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil
Cidade maravilhosa
Coração do meu Brasil
Berço do samba e das lindas canções
Que vivem n’alma da gente
És o altar dos nossos corações
Que cantam alegremente
Jardim florido de amor e saudade
Terra que a todos seduz
Que Deus te cubra de felicidade
Ninho de sonho e de luz"




 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Crianças do Maternal I -


Nossos pequenos estão cada vez mais felizes em nossa creche. Eles amam os brinquedos, as histórias e as músicas. Quando choram, recebem o colo acolhedor de nossas educadoras, e logo estão de volta às brincadeiras com os novos amiguinhos da turma.

Reunião de Responsáveis

Hoje foi um dia muito especial, pois tivemos nossa primeira reunião de responsáveis. Esse momento é de grande importância, porque mostramos para a comunidade, nossos projetos, nossa filosifia e missão.

Foi uma reunião aberta,na qual os pais tiveram oportunidade de falar, expor idéias e dar sugestões.
Conversamos sobre a rotina das crianças, cardápio, e principalmente sobre a importância da participação da família no Projeto Político Pedagógico.

No final da reunião levamos os pais para conhecerem as depedências da Creche.

NOVA CHAMADA DE AGENTE AUXILIAR DE CRECHE 24/02/2011


CONFIRA NO LINK SE VOCÊ FOI CONVOCADO:

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

BIBLIOTECA DO PROFESSOR 2011

A Secretaria Municipal de Educação abre a votação da 1ª Biblioteca do Professor de 2011. De 17/02 a 27/02, cada professor poderá votar no livro que deseja, de acordo com uma lista de indicações.O projeto Biblioteca do Professor faz parte do programa Rio, uma cidade de leitores e visa o incentivo à leitura entre os professores da rede municipal.
Para votar clique aqui:
http://webapp.sme.rio.rj.gov.br/inscricao/
fonte:
http://www.rio.rj.gov.br/web/sme

INAUGURAÇÃO DE DOIS EDIs



Prefeito e secretária de Educação, Claudia Costin, inauguram dois EDIs no Complexo de Manguinhos:

http://www.rio.rj.gov.br/web/sme/exibeconteudo?article-id=1553064

O prefeito Eduardo Paes e a secretária municipal de Educação, Claudia Costin, inauguraram, nesta quarta-feira (dia 16), mais dois Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDI), no Complexo de Manguinhos. Com os EDIs Joaquim Venâncio e Dr. Antonio Fernandes Figueira, que oferecem 300 vagas, mais de 8 mil vagas em creche já foram criadas desde janeiro de 2009. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, tem como meta dobrar a oferta de vagas em creche até 2012, criando 30 mil novas vagas. Mas com um ensino de qualidade. Para isso, foi criado o Espaço de Desenvolvimento Infantill (EDI), novo modelo de Educação do Município para a Primeira Infância.

Durante a cerimônia de inauguração dos EDIs, a secretária Claudia Costin ressaltou a importância da Educação Infantil na primeira infância.

- Nós começamos em 2009 um trabalho muito sério para garantir o aprendizado de todas as crianças. Nesse sentido, as Creches e os EDIs são fundamentais para que elas tenham acesso a uma boa Educação Infantil e sejam bem sucedidas ao cursarem o Ensino Fundamental. Agora, as Creches contam com um currículo pedagógico, em que desde a Primeira Infância, as crianças estejam imersas em ambiente letrado onde há biblioteca da primeira infância, contação de histórias, introdução de conceitos matemáticos e brinquedoteca, tudo adequado para a faixa etária. – constatou a secretária Claudia Costin.

Neste novo modelo, que coloca a creche e a pré-escola num mesmo ambiente, as crianças são estimuladas a desenvolver, desde pequenas, a aprendizagem através da convivência com os livros e materiais pedagógicos apropriados, além de contarem com educadores mais preparados. A partir de 2011, cada sala de atividades das creches contará com um professor de Educação Infantil. Para isso, a Prefeitura está contratando por concurso 1.500 professores.

- Para atendermos todas essas crianças com qualidade, em junho deste ano chegam aos EDIs Professores de Educação Infantil, que junto com os Agentes Auxiliares de Creches, vão fazer um atendimento diferenciado – afirmou a secretária.

Em Manguinhos, após assistir à apresentação das crianças dos EDIs, o prefeito destacou a importância do projeto para a cidade.

- É sempre uma satisfação enorme apostar no futuro dessa cidade, que são essas crianças. Inaugurar um EDI é uma das minhas maiores alegrias. Espero que até 2012 a Prefeitura, junto com Secretaria Municipal de Educação, possa levar os Espaços de Desenvolvimento Infantil à mais 30 mil crianças – afirmou o prefeito.

Os novos EDIs Joaquim Venâncio e Dr. Antonio Fernandes Figueira vão atender até 300 crianças – 150 em cada uma - de 6 meses a 3 anos e 11 meses. As duas unidades contam com salas de atividades, berçários, sala de primeiros atendimentos, e brinquedoteca, com livros para a Primeira Infância. As unidades foraa construídas pela Secretaria Municipal de Habitação, com investimentos de cerca de R$3 milhões.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Acolhimento- parceria entre família e creche


A decisão de matricular o filho na Educação Infantil é movida por diferentes razões. Alguns precisam apenas de um lugar para deixá-lo, enquanto outros entendem que esse é o ambiente mais apropriado para os pequenos. Nos dois casos, os primeiros dias na creche costumam não ser fáceis. As mães (ou responsáveis) choram discretamente, se sentindo culpadas pela separação, e a criançada abre o berreiro ao ver os adultos saírem pela porta. Evitar cenas assim é possível quando os profissionais escolares programam uma boa adaptação para todos. "Como, na maioria das vezes, essa é a primeira vivência de meninos e meninas num espaço coletivo fora de casa, devemos fazer dessa experiência a grande e boa referência para as próximas relações", diz Beatriz Ferraz, diretora de projetos de formação continuada da Escola de Educadores, em São Paulo.
No Colégio Farroupilha, em Porto Alegre, a professora Edimari Rodrigues Romeu tem grande preocupação com a adaptação. "Para amenizar o sofrimento das famílias, é preciso mostrar que as crianças ficam bem na creche", lembra. Com isso em mente, ela desenvolveu no início deste ano o projeto Um Cantinho da Minha Casa na Escola com sua turma de berçário. O trabalho com os pequenos, de até 1 ano e meio, durou dois meses e rendeu um diploma por ter ficado entre os 50 melhores do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 em 2007.
Durante a entrevista com as famílias, Edimari pediu fotos das crianças com os parentes, os animais de estimação e os brinquedos preferidos. "É importante que elas encontrem objetos pessoais na escola", justifica. "Isso dá a sensação de extensão de casa na instituição." Com o material, escolheu um canto, colocou um tapete colorido de EVA no chão e espalhou almofadas e brinquedos devidamente identificados. Em paralelo, confeccionou um painel com os retratos. Tirou cópias coloridas e as fixou em cartolina branca com um adesivo transparente largo. Por fim, colocou o mural na parede numa altura acessível ao grupo.

Álbum de fotos

As imagens originais foram para álbuns individuais. A professora cortou ao meio folhas coloridas de tamanho A4 e colou as fotos em cada pedaço. Depois, digitou as legendas no computador e imprimiu em papel branco. Nelas, o nome das pessoas e a situação ("Pedro com seus avós no parque", por exemplo). Para garantir mais durabilidade, envolveu as folhas com plástico adesivo transparente. Com o furador, fez dois orifícios em todas as páginas e as uniu com barbante. Na capa, escreveu "Eu e minha família". Como a intenção era deixá-los ao alcance da criançada, ela tomou o cuidado de não usar grampeador nem fio de náilon para não causar machucados.
Todos os dias, alguém chegava com um brinquedo para juntar ao canto. Edimari reunia a turma numa roda, fazia a chamada e mostrava o novo objeto. "Eu contava quem havia trazido e estimulava o empréstimo, mas nem sempre era atendida. Quem não queria compartilhar era respeitado", diz. Dessa maneira, ficava entendido o que pertencia a quem. O mesmo aconteceu com a inserção de fotos inéditas, com destaque para o nome e as peculiaridades de cada família.
O tempo todo, os pequenos estão livres para explorar o espaço. "Em alguns momentos, eles ficam um longo período olhando e observando seus parentes e os dos colegas", conta. Mas nem todos se acalmam vendo a imagem da família na parede. No princípio, era comum alguns chorarem de saudade. Quando isso acontecia, a educadora os pegava no colo e conversava sobre o momento em que se reencontrariam com os pais novamente. Um de seus argumentos era a proximidade da hora de saída. Para os que não têm autonomia para se locomover, como os bebês de colo e os que ainda não engatinham ou andam, a estratégia é levá-los ao painel ou fixar as fotos no chão com plástico adesivo transparente. Desde o início do ano, Edimari já refez o material algumas vezes por causa da manipulação, mas isso não é problema. O que importa mesmo é o bem-estar da turma.

Envolvimento de todos

O CEI Mina, na capital paulista, tem um projeto institucional de adaptação bastante elogiado. Assim que recebe a lista de interessados em fazer a matrícula, a diretora Rosangela Santos Barbosa marca uma entrevista com os pais ou os responsáveis. No dia combinado, ela aplica um questionário com perguntas sobre concepção, gestação, parto, relações afetivas, higiene, alimentação, sono e outros aspectos da vida da criança em casa. Sua intenção é reunir informações para que a equipe consiga fazer um atendimento personalizado. Depois, ela explica o planejamento pedagógico e apresenta todos os espaços e funcionários, dando ênfase aos lugares onde a criança vai ficar. O fim da conversa é um convite para que os adultos passem alguns dias na creche, acompanhando a rotina.
Rosangela tem objetivos definidos. "Quero proporcionar tranquilidade e fazer com que todos se sintam seguros acompanhando nosso trabalho", explica. A medida tem um ganho adicional. Com a família dentro da instituição, os professores aprendem mais rapidamente a melhor maneira de cuidar do novo integrante da turma. "O ideal é que a primeira troca de fraldas seja feita pela mãe com a observação do educador", defende a consultora Beatriz.
Na CEI Mina, os adultos participam ainda de palestras e discussões pedagógicas. "Sempre exibo um vídeo e leio sobre o tema adaptação antes de iniciar uma reflexão", conta a diretora. Além do ambiente preparado com mesa, cadeiras e videocassete, ela oferece um lanche. Nesse clima descontraído, todos se sentem à vontade para compartilhar impressões e angústias. Com o entrosamento no espaço escolar, Rosangela propõe uma oficina de sucata para a confecção de um brinquedo. A produção dos pais é sempre colocada na sala da creche. Outra iniciativa é integrar os participantes às atividades do dia-a-dia. "O envolvimento é tão grande que as pessoas não se restringem a dar atenção aos seus", narra.
Os especialistas recomendam ainda compartilhar um texto sobre o desenvolvimento infantil e explicar o que acontece em cada época da infância, principalmente na fase em que está o filho.

A equipe e a família

A equipe pedagógica também merece uma adaptação. "A rotina da instituição se altera completamente com a chegada de cada novo integrante, seja no início do ano, seja agora", justifica Silvana Augusto, assessora para Educação Infantil e formadora de professores, de São Paulo. Nesse caso, coordenadores e diretores devem orientar professores e demais funcionários sobre como se comportar: por exemplo, explicar aos cozinheiros que, se acriança rejeitar a comida, não é um problema do trabalho dele.
A adaptação é um período de aprendizagem. Família, escola e crianças descobrem sobre convívio, segurança, ritmos e exploração de novos ambientes, entre tantas outras coisas. Para as famílias das crianças do CEI Mina, fica a clareza de fazer parte da creche, pois a equipe considera o sentimento delas para desenvolver o próprio trabalho. "Estamos prontos para receber os pais. Eles são nossos parceiros!", diz Rosangela.
No Colégio Farroupilha, a professora gaúcha também alcançou seu objetivo: as crianças rapidamente ficaram tranqüilas dentro do novo ambiente. Para demonstrar isso aos pais ou responsáveis, fez fotos de diferentes situações, como a brincadeira no tanque de areia, a hora do lanche, o abraço apertado no brinquedo querido e os olhares felizes em direção ao mural. "As crianças aprendem a ficar longe da família e, com isso, se apropriam dos espaços da creche", avalia.
Fonte: Revista Nova Escola 
 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Acolhimento no Berçário

Crianças inseguras, pais angustiados e sofrimento diante da separação iminente. Esse não precisa ser o retrato do início dos pequenos na creche. É possível diminuir o desconforto e proporcionar uma adaptação tranquila e saudável para os bebês e sua família. A fase de acolhimento na Educação Infantil é diferente para cada faixa etária e requer atenção redobrada com bebês de até 2 anos. Afinal, quase tudo é novidade para eles: a convivência com outras crianças e adultos (além do círculo mais próximo), as brincadeiras com a areia...

O primeiro passo é conhecer bem a criançada. Entender seus costumes e medos ajuda a elaborar o planejamento. "Quando percebem que o educador sabe coisas que as fazem se sentir bem, elas ficam mais calmas", diz Rosa Virgínia Pantoni, mestre em Psicologia e coordenadora de assistência social da Creche Carochinha, ligada à Universidade de São Paulo (USP).

Antes de receber a turma, é fundamental ler com atenção todas as informações contidas na ficha de anamnese (com histórico de saúde). Também é desejável fazer uma entrevista detalhada com a família. Durante o bate-papo, os pais podem esclarecer dúvidas e ajudar você e seus colegas a entender os hábitos da criança. "É um momento de ajuste de expectativas. É essencial escutar o que os familiares esperam e explicar os objetivos da instituição", diz Ana Charnizon, educadora da UMEI Aarão Reis, em Belo Horizonte. Mostrar interesse pela criança é uma forma de tranquilizar os pais. Vale perguntar como é a rotina em casa, do que a criança gosta de brincar e de comer e se possui objetos de apego. A entrevista pode ser finalizada com uma visita pelos ambientes.

Bebês de até 10 meses estranham a escola, o modo como são colocados para dormir e a comida oferecida. É necessário prestar atenção nos aspectos sensoriais: deixar objetos pessoais, como mantinhas, chupeta e fronhas, junto ao berço ajuda na adaptação. A ausência dos pais não incomoda, mas a textura diferente do lençol do berço, a forma como são colocados para dormir, a temperatura da água do banho, sim.

Depois de completar 1 ano, a adaptação muda um pouco. O foco principal agora é fazer com que o bebê se acostume à ausência dos responsáveis. Por isso, é necessário alternar momentos em que os familiares estejam próximos e distantes da criança. Nessa idade, ela já começa a estranhar quem não conhece e estabelece vínculos com alguns adultos. Faz parte do processo, então, manter os rostos conhecidos ao alcance da visão do pequeno. A separação é feita aos poucos, intercalando momentos de aproximação e de ausência, até que o bebê se acostume à rotina na creche.

Outra estratégia para assegurar a tranquilidade é fazer um espaço para cada criança . Assim, ela entende que há um lugar coletivo, mas que também existe um cantinho só dela, com seus objetos de apego ou brinquedos. Isso faz com que se estabeleçam vínculos com o local. Também é importante definir uma rotina, com horários e regras, para que os pequenos se sintam amparados.

O choro nos momentos iniciais da separação é normal e deve passar logo, à medida que a criança percebe que é acolhida e compreendida. Caso o berreiro persista, isso pode ser sinal de insegurança. Outras manifestações de desconforto são o sono constante, a apatia e a recusa em comer. Reuniões e estudos periódicos permitem aprofundar o conhecimento a respeito do universo infantil e agir nesses casos. "A insegurança dos responsáveis influencia ansiedade dos pequenos. Por isso, os profissionais precisam estar preparados", explica Ana.

Cabe ao educador acolher os bebês, reconhecer seus sentimentos e fortalecê-los emocionalmente. "As ações devem estar voltadas para a apresentação do novo ambiente de uma forma delicada", explica Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo. "O que está em jogo é o compromisso em transformar os sentimentos de angústia presentes neste momento em segurança e afeto", completa
Fonte: Revista Escola 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

FAMÍLIA


FAMÍLIA NA CRECHE-
Parceria de sucesso

Acreditamos que o sucesso na Creche só é alcançado se as famílias forem nossas parceiras, amigas do nosso trabalho.

Os responsáveis precisam participar e conhecer de perto a proposta da Creche, nosso Projeto Pedagógico, participar dos eventos, entender melhor o que seu filho faz na Creche.

Quando convidamos as famílias a estarem presentes na Creche temos a certeza que esse é um grande investimento, no qual todos saem ganhando, principalmente as crianças.

Cada comunidade tem suas peculiaridades, e no Parque da conquista temos avaliado o quanto é necessário auxiliar os pais sobre saúde, cuidados e higiene.

Com nosso projeto também temos incentivado os pais a lerem histórias com seus filhos, através do projeto “História vai... História vem...”

Temos reuniões bimestrais com as famílias para mostrarmos o que temos trabalhado com as crianças.

Nós nos comunicamos com os responsáveis com bilhetes nas agendas das crianças, com comunicados e notificações por murais e cartazes.

Sempre pedimos a opinião dos pais com relação as nossas propostas, o que eles pensam sobre a Creche, o que podemos fazer para melhorar ainda mais o atendimento.

A direção está sempre de portas abertas para os pais que tem dúvidas, que desejam conversar sobre seu filho. Atendemos às famílias com respeito e carinho pois sabemos o valor que tem a boa relação entre família e profissionais da Creche. Quem sai ganhando com essa atitude de parceria é a criança da Creche.

Nos eventos que fazemos, convidamos as famílias para que efetivamente possam participar. Essa atitude renova o compromisso dos responsáveis para com o trabalho da Creche, e elas percebem a seriedade, responsabilidade e comprometimento dos profissionais que se dedicam ao belo trabalho da creche.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Acolhimento

Como ajudar os pequenos a controlar as emoções

Sentir medo em situações novas faz parte da natureza humana e cabe a todos na creche saber como lidar com essa realidade para evitar dificuldades no futuro


O ser humano, todos sabem, é um animal muito frágil. Diferentemente de outros mamíferos, que já nascem em pé e rapidamente aprendem a buscar alimento e se defender, os bebês dependem dos adultos por um longo tempo. Assim, desde o início da vida, eles experimentam a sensação de medo. Acredita-se que os primeiros temores se manifestem por volta dos 3 ou 4 meses de idade. "Nessa fase, o bebê adquire a capacidade de distinguir o familiar do estranho e aprende a diferenciar a mãe (ou o responsável) de tudo o que o rodeia", explica a psicóloga Vera Zimmermann, coordenadora do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo. "Ao perceber a existência de um desconhecido, ele teme perder o amparo materno."

Esse sentimento é parte da nossa vida e "é importante para a própria proteção, pois inibe a exposição excessiva aos riscos", diz a professora Márcia Barbosa da Silva, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, no Paraná. A psicopedagoga Eliane Pisani Leite, de Brasília, completa: "O medo era uma proteção que o homem das cavernas tinha contra os ataques de predadores e até hoje nos permite sobreviver graças ao recurso da fuga quando algo nos ameaça". Até os 3 anos, é o receio de ser abandonado que mais apavora os pequenos. O escuro, a queda, o barulho e a luz forte estão, desde sempre, relacionados à separação da mãe.


A partir dos 2 anos, o repertório aumenta em razão da descoberta do mundo simbólico. É por isso que muitas crianças querem distância de pessoas fantasiadas, como palhaços e Papai Noel.

Por isso, ingressar numa escola de Educação Infantil é uma situação nova que pode provocar medo. Afinal, não haverá ninguém da família por perto. Daí a importância da adaptação. "Nos primeiros dias, o bebê ou a criança pequena podem ficar pouco tempo na creche para minimizar esse impacto", recomenda Márcia. Uma recepção calorosa e afetiva dos professores e auxiliares é fundamental para que os pequenos se sintam confiantes e protegidos. Melhor ainda se eles puderem ser recebidos sempre pela mesma pessoa.

Fonte: Revista Nova Escola
http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/0-a-3-anos/como-ajudar-pequenos-controlar-emocoes-comportamento-medo-ansiedade-creche-535588.shtml 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

MOCHILAS: PODEM CARREGAR TUDO?

Peso em excesso pode causar dores nas costas ou má postura.


Os modelos mudam, as opções se multiplicam nas lojas, mas o peso e o tipo da mochila são muito importantes. A maioria das queixas de dor nas costas de crianças em idade escolar tem uma grande vilã: a mochila. Ou melhor, o que vai dentro dela. Além do desconforto e das dores imediatas, carregar peso em excesso traz riscos mais sérios, como má postura e problemas de coluna no futuro

Por isso, confira o que o seu filho está levando na mochila. O total do peso da mochila não pode ultrapassar de 15% a 20% do peso da criança. E os adereços que seu filho também contam nesse cálculo, já que aumentam o peso inicial da mochila.

Outro problema frequente são os ombros arranhados com vermelhões e até mesmo alergias. A solução para isso é escolher um modelo com alças acolchoadas e tecido confortável. As alças, aliás, são duas para serem usadas uma em cada ombro e dividir o peso na coluna. Explique ao seu filho que carregar tudo de um lado só poderá deixá-lo com dor nas costas.

Para escolher a melhor opção, observe na hora da compra como a mochila fica quando ele a coloca nas costas. Se ficar muito abaixo da região dos quadris ou se seu filho precisa levar muitas coisas, os modelos com rodinhas são melhores. Já o cabo da mala com rodas precisa ficar na altura correta para que a criança não precise nem se esticar, nem agachar para puxar a mochila.
Para minimizar o problema:
1) Peso além da conta pode, sim, causar dores nas costas das crianças e distúrbios na coluna, como escoliose e lordose. Algumas escolas disponibilizam armários.

2) O melhor modelo é a mochila de alças largas, pois a carga fica dividida.

3) Não deixe seu filho usar mochilas que já ficaram “frouxas” pelo uso. O impacto é maior nestes casos. Também evite aquelas com uma única alça.

4) Mochilas com divisórias são melhores por que permitem organizar e distribuir os materiais. Livros e cadernos devem ser colocados na parte de trás, rente às costas. Se possível, evite ter um caderno para cada matéria, ou organize o material de acordo com as aulas. Outro alerta: lugar de lancheira é fora da mochila. O ideal é que o peso que a criança carregue fique equilibrado entre o que ela leva nas costas e nas mãos.

5) Se for comprar as com rodinhas, fique atento à altura da alça que a criança vai puxar, para que ela não ande curvada.


Fonte: Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo; Sérgio Xavier, ortopedista do Hospital do Coração (SP) e especialista em coluna; Maria Cândida de Miranda, chefe de Terapia Ocupacional do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas (SP)